Pré-candidato ao Governo, Ricardo Marques quer criar lei para fortalecer atuação de vices em Sergipe
O vice-prefeito de Aracaju e pré-candidato ao Governo de Sergipe, Ricardo Marques, afirmou nesta quinta-feira, 16, que, caso seja eleito, poderá criar uma lei para garantir determinadas autonomias a vices, tanto vice-prefeitos quanto vice-governadores.
A declaração foi feita em entrevista ao Jornal da Fan, da rádio Fan FM.
Ele explicou que passou a estudar o tema após perceber que, em muitos casos, vices acabam tendo atuação limitada, o que não condiz com sua visão de participação ativa na política.
“Uma coisa que eu estudei depois, porque eu vi que os vices, pelo menos aqui em Aracaju, era para ficar, ou aqui em Sergipe, era para ficar sem fazer nada, em silêncio, e não é minha postura. Eu não entrei na política para receber dinheiro público e ficar calado e parado. Eu entrei na política para ajudar o povo. E eu não sei se existe essa lei no Estado, eu sei que não existe no município de Aracaju, mas sei que já existem em outros estados, onde dá determinadas autonomias para os vices, seja governo ou prefeitura”, disse ele.
Segundo Ricardo, a proposta é dar maior independência administrativa ao vice, incluindo a possibilidade de gerir o próprio gabinete.
“Que autonomia é essa? Autonomia de ter controle do seu gabinete dentro das possibilidades, porque senão você fica refém de um secretário, do prefeito de plantão ou do governador de plantão. Não sei se isso acontece aqui no estado, eu tenho que estudar claramente isso, para que você possa montar o seu gabinete, poder nomear e poder exonerar”, completou.
Ele também destacou que já existem legislações semelhantes em diferentes estados e municípios do país.
“Assim que o povo me permitir que eu entre no governo, a pessoa que estiver ao meu lado, essa pessoa vai lá para trabalhar, não é para receber dinheiro e ficar dentro do gabinete calado. É para ir para rua. É para ouvir as demandas e trazer e me cobrar”, afirmou.
Por fim, reforçou que pretende implementar a medida caso ela ainda não exista em Sergipe, garantindo que o vice tenha um papel mais ativo, embora sem autonomia total.
“Eu quero que o meu vice ou a minha vice faça isso, e eu vou, assim que entrar, isso aqui é algo fato, porque eu pesquisei. Se não tiver essa lei aqui no estado de Sergipe, eu vou criar para que o vice tenha certa autonomia. Não é autonomia completa, ele continuará sendo vice, mas ele não seja um vice decorativo, seja um vice com certa autonomia”, finalizou.


