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“Não criamos o problema, mas vamos resolver”: Deso aposta em tecnologia e obras estruturantes para enfrentar crise hídrica em Sergipe

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“Não criamos o problema, mas vamos resolver”: Deso aposta em tecnologia e obras estruturantes para enfrentar crise hídrica em Sergipe

Durante entrevista ao jornalista Luiz Carlos Foca, o presidente da Deso, Luciano Goes, fez um diagnóstico direto sobre a crise no abastecimento de água em Aracaju e na região metropolitana: o problema é estrutural, antigo e acumulado ao longo de gestões anteriores.

Segundo ele, a atual administração do governador Fábio Mitidieri herdou um sistema marcado pela obsolescência, com estações de tratamento e adutoras sucateadas, incapazes de atender com eficiência a demanda da população.

A avaliação é de que a crise não decorre de episódios isolados, mas do desgaste progressivo de uma rede envelhecida, que exige intervenções constantes e, muitas vezes, emergenciais.

Diagnóstico: problema estrutural, não pontual

O presidente da Deso reforça que o atual cenário é resultado de anos de falta de modernização da infraestrutura hídrica, citando inclusive heranças de gestões passadas, como a do ex-governador João Alves Filho.

A consequência é uma rede vulnerável, sujeita a falhas recorrentes, vazamentos e interrupções no abastecimento, como o registrado recentemente na Grande Aracaju.

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Estratégia: modernização e obras estruturantes

Diante desse cenário, a linha adotada pela gestão é clara: não há solução sem intervenção física e estrutural.

O plano de ação se apoia em quatro pilares principais:

* modernização da rede de distribuição;
* atualização das estações de tratamento e captação;
* construção de novas adutoras;
* implantação de sistemas inteligentes de monitoramento em tempo real.

A proposta é sair de um modelo reativo para uma gestão preventiva, com base em dados e tecnologia.

Tecnologia como aliada: operação na Adutora do São Francisco

Um dos exemplos práticos dessa estratégia foi a recente intervenção na adutora do São Francisco, realizada em parceria com a Iguá Saneamento.

A operação utilizou tecnologia de ultrassom de origem russa, aplicada por meio de um robô capaz de identificar falhas a até oito metros de profundidade. O equipamento detectou um vazamento de pequena proporção, cerca de uma polegada e meia, que poderia evoluir para um problema de maior escala.

A intervenção foi planejada, permitindo que, durante a parada do sistema, outras melhorias fossem executadas simultaneamente, otimizando o tempo e reduzindo impactos.

Resultado e sinalização

De acordo com a Deso, a operação teve êxito e provocou impacto mínimo no abastecimento da região metropolitana, funcionando como uma validação prática do novo modelo de gestão.

A sinalização da atual administração é de mudança de postura: reconhecer o passivo herdado, mas assumir a responsabilidade pela solução, com foco em planejamento, tecnologia e execução.

Mais do que conter crises pontuais, a estratégia busca reestruturar o sistema e evitar que problemas antigos continuem se repetindo.

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