Samuel aponta “politização” de concessão do saneamento e diz que chamar atuação da Iguá de privatização é “muita maldade”
O prefeito de Nossa Senhora do Socorro, Samuel Carvalho, afirmou, nesta terça-feira, 28, durante entrevista, que há uma percepção politizada sobre o processo de concessão dos serviços de água e saneamento em Sergipe, destacando que vê “muita maldade” no uso do termo privatização após a atuação da Iguá Sergipe.
A concessão parcial dos serviços da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) foi arrematada em setembro de 2024, no valor de R$ 4,5 bilhões, pela Iguá Saneamento. Os recursos provenientes da outorga foram distribuídos entre os municípios sergipanos.
Desde o dia 1º de maio de 2025, a Iguá Sergipe passou a operar plenamente, assumindo a responsabilidade pela distribuição de água e pela coleta e tratamento de esgoto em 74 dos 75 municípios do estado. A Deso permanece responsável pela captação da água bruta e pelo tratamento da água.
Ao comentar o tema, o prefeito reforçou que, em sua avaliação, há uma interpretação equivocada sobre o modelo adotado.
“Eu vejo muita maldade com relação ao termo privatização. Houve uma concessão parcial dos serviços da Deso. A água não foi privatizada. Depois de 25, 30 anos, vai voltar para o Estado. Os investimentos são muito importantes. Vou dar um exemplo: se não fosse feita essa concessão pública, como é que a gente ia ter R$ 51 milhões para fazer o Guajará? Se não fosse essa concessão pública, como é que eu ia melhorar em 30% o abastecimento de água em Socorro? As pessoas estão reclamando agora, mas daqui a dois, três anos ninguém vai ter mais problema com água”, disse em entrevista à Fan FM.
De forma indireta, Samuel Carvalho argumentou que a concessão permite a realização de investimentos que dificilmente ocorreriam apenas com recursos públicos, citando obras estruturantes e a ampliação do abastecimento.
O prefeito também reconheceu que há críticas no momento inicial da operação, mas atribuiu parte dessas reações ao período de adaptação e ao debate político em torno do tema.
“As obras, elas têm uma duração para começar e para poder terminar. Mas depois desses investimentos que a Iguá está fazendo, em todo o estado de Sergipe começarem realmente, essas obras serem concluídas, vai melhorar a qualidade, isso eu não tenho dúvida nenhuma. Daqui a um ano, dois anos no máximo, ninguém vai ter reclamação com relação a Iguá. O que eu vejo é muita politização, de uma coisa desnecessária, mas as obras estão acontecendo”, completou.


